domingo, 8 de março de 2015

História: Davis, quem?

Essa semana falávamos no ar sobre a Copa Davis quando um ouvinte me mandou um tweet perguntando quem seria o tal Davis que dá nome à competição. Fui pesquisar e a resposta que dei a ele no ar divido também com os leitores do blog:

Dwight Davis com a taça da Copa Davis, em 1925
O tal "Davis" foi Dwight Filley Davis (St. Louis 05/07/1879 - Washington-DC 28/11/1945), um tenista e político norte-americano, formado em Direito na Universidade de Harvard. Em 1990, ele mais dois amigos foram autorizados pela Federação de Tênis dos Estados Unidos a criar um torneio internacional, em que desafiaram a Grã-Bretanha, principal potência do esporte na época.

Davis foi o responsável por elaborar as regras, que ele definiu da forma que acontece até hoje: três dias de competição, com confrontes de simples no primeiro e no terceiro dia e uma partida de duplas no segundo.

Além disso, ele comprou por 750 dólares uma taça de prata, de 13cm de altura e 18cm de diâmetro, projetada por William Durgin, para ser entregue ao campeão.

A primeira Copa Davis foi realizada no  Longwood Cricket Club, em Boston, em agosto de 1900. Os norte-americanos, com Davis ocupando a posição de capitão, além de atleta, não deram chances aos adversários e conquistaram o título. A princípio, o torneio ficou conhecido como "Lawn Tennis Challenge International", mas logo começou a ser chamado de "Copa Davis".

Cinco anos depois, a competição já havia incluído outros quatro países: França, Áustria, Bélgica e Austrália. Na década de 1920, já haviam 20 nações regulamentadas e esse número foi crescendo década após década, até chegar aos 122 países que disputam o torneio atualmente.

Fora das quadras, Davis seguiu a carreira política, foi Secretário de Guerra dos Estados Unidos entre 1925 e 1929 e Governador-Geral das Filipinas, entre 1929 e 1932.

sábado, 7 de março de 2015

Copa Davis 2015: convocação do Brasil

Ás vezes a gente espera diasssss para conseguir marcar uma entrevista, tendo que passar por milhões de assessores, casar agendas, etc. Mas em algumas ocasiões, principalmente quando o entrevistado está disposto e entende o nosso trabalho, as coisas acontecem naturalmente e da forma mais inusitada possível.

Foi assim nesta entrevista com o João Zwetsch, capitão do Brasil na Copa Davis, que você pode ouvir clicando no play, logo aí embaixo. Por um problema técnico não conseguimos fazer o contato telefônico e ele teve a boa vontade de gravar as respostas sobre a convocação da equipe brasileira para enfrentar a Argentina, em Buenos Aires, pelo Grupo Mundial da Copa Davis.
 

Copa Davis 2014: Brasil x Espanha

No final do ano passado, foi ao ar na Rádio Bradesco Esportes FM um especial sobre a Copa Davis. que eu produzi depois de entrevistar os responsáveis pela vitória do Brasil sobre a Espanha, em setembro de 2014, no Ginásio do Ibirapuera, que levou o país de volta ao Grupo Mundial da competição.

É verdade que a Fúria veio com uma equipe inferior a que poderia ter sido formada pelo capitão Carlos Moyà se Rafael Nadal, com uma lesão no pulso, e David Ferrer, que preferiu descansar após o US Open, estivessem à disposição. Mas ainda assim, o treinador contou com um time forte, formado por Pablo Andujar, Roberto Batista-Agut, Marc Lopez e David Marrero.

O confronto começou com o brasileiro Rogério Dutra-Silva derrotado por Agut no primeiro jogo. No segundo, Bellucci saiu atrás no placar contra Andujar, mas conseguiu virar, naquela que ele me contou ser uma das vitórias mais importantes da sua carreira e garantiu a igualdade no placar geral do confronto. Bruno Soares e Marcelo Melo fizeram a parte deles contra Lopez/Marrero e coube a Bellucci a missão de sacramentar a vitória brasileira vencendo Agut.

A "histórinha" dos últimos dois parágrafos está resumida neste especial, nas vozes do capitão João Zwetsch, de Thomaz Bellucci e dos duplistas Bruno Soares e Marcelo Melo. É só apertar o play. :)



PS: Talvez essas primeiras publicações fiquem descontextualizadas, mas estou tentando juntar uma parte do material que eu produzi sobre tênis nos últimos anos.

Roger, Stan e a Suíça deles

Ainda não caiu a ficha direito de como esse ano foi especial para os “meus meninos suíços”.

Aos 33 anos, Roger Federer voltou a ser regular no circuito, depois de um 2013 desastroso, retomou a segunda colocação do ranking, fez inúmeras finais de Masters 1000, protagonizou duelos eletrizantes contra o número 1, Novak Djokovic, inclusive a final do seu Grand Slam preferido, Wimbledon.

A decisão do Finals não rolou, mas na semana seguinte veio a inesquecível conquista da Copa Davis, sacramentada por ele com a vitória sobre Richard Gasquet, mas construída pelo suicinho: Stanislas Wawrinka.

O ano de 2014 foi o melhor de todos para o menino que tem a esquerda mais bonita do circuito. Tudo começou com a conquista do primeiro Grand Slam da temporada: o Australian Open.

Nunca vou esquecer uma declaração dele, duas semanas antes, após conquistar o ATP 250 de Chennai: perguntaram o que faltava pra ele chegar ao top-5 e ele respondeu “pra isso, é preciso vencer um Grand Slam, e isso não vai acontecer”. Em janeiro ele chegou a posição número três do ranking e se tornou por alguns meses o número 1 da Suíça.

Depois disso, ainda veio a conquista do primeiro Masters 1000, no saibro de Monte Carlo, justamente sobre Roger Federer, contra quem ele também protagonizaria o jogo mais emocionante do ATP Finals, que certamente causou calafrios aos franceses. Entre uma coisa e outra, Stan teve atuações desastrosas, desclassificações para tops 50 em primeiras rodadas e coisas do tipo.

Mas voltou a ser #IronStan no momento certo: para ajudar o amigo (sim, porque amigo que é amigo briga mesmo) Roger Federer a conquistar um dos únicos títulos que lhe faltavam: a Copa Davis, a primeira da história da Suíça, que ele, Stan, não deixou de representar em detrimento ao circuito nenhuma vez.

Parabéns, Stanzinho. Parabéns, Roger.

e super obrigada ;)
Roger e Stan foram recebidos com festa na Suíça depois de conquistarem  inédito título da Copa Davis para o país